sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A MORAL DA PERFEIÇÃO

Qualquer coisa vinda da palavra perfeição nos leva a pensar logo no irreal, no falso, ilusório, utópico e tudo mais que não se deve acreditar, no entanto toda a nossa vida, todas as nossas grandes decisões é voltada para coisa que giram em torno da perfeição, de algo perfeito, no nosso imaginário a perfeição é sempre algo a ser alcançado, a ser perseguido, talvez vem daí a nossa indignação com os rumos poucos perfeitos que a nossa vida nos leva, nos oferece. A busca pela perfeição passa a ser saudável, quando não levamos a sério os resultado imperfeito que pode vim a ocorrer caso algo de errado aconteça. Quando colocamos a perfeição como fundamento básico e primordial para tudo, é porque tem alguma coisa errada, pois nem tudo é digno de perfeição, desta busca alucinada, e o resultado desta obsessão nos leva a decepção, o remorso a solidão. Na busca desenfreada pelas coisas dita perfeita, pela mulher, pelo homem perfeito, nos esquecemos de nos olharmos no espelho e vemos o quanto somos imperfeito, está frase é um nojo de tão cliché, mas é incrível como somos imperfeito a ponto de sempre evitamos o espelho, não na esperança de ver algo extraordinário, mais sim em achar uma coisa que todos temem, quando se trata de analisar sua própria imagem - a verdade. A perfeição é útil para provar que não existe ninguém suficiente bom que não posso melhorar, e para provar também que não existe ninguém suficiente mal que não possa piorar. O chato é esperar sempre o oposto, o bom se tornar mal, e vice-versa. Outra utilidade das coisas ditas perfeitas é viver como vivemos hoje, em um mundo de ilusão, onde o que importa é o que achamos ser certo, ser correto, é esta busca cega pela perfeição que nos faz tão parecido, tão humano, não esquecendo que a maior perfeição humana está justamente nesta vontade incansável de ser perfeito.