quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A CUMPLICIDADE MALICIOSA ENTRE PAIS E FILHOS

Chega a ser surreal a forma como os pais estão educando seus filhos nu mundo atual, porque é uma forma tão agressiva, tão prejudicial, tão escandalosa, que pode se pensar que o futuro - ao contrário que muitos pensam - não será um mar de tranquilidade e sim um mar de desgraças. Afinal o que pensar de pais que vê numa criança de 10, 11, 12, 13 anos digna de se sentirem responsáveis por seus atos, decisões. Um exemplo deste equivoco educacional é a facilidade hoje em dia, a normalidade que certas pais tem de encarar o namoro inconcebível para não falar precoce, de crianças de 12, 13 anos como se eles estivessem preparados física, e psicologicamente falando para uma responsabilidade que pode ter tudo menos de normal. Quando os próprios pais vê suas crianças preparadas para enfrentar as adversidades do mundo adulto é porque a ausência de percepção - do que é educação - é real. Outro exemplo desta alienação são os pais que permitem, ou melhor libera suas crianças a partir de 7 anos para se conectar, ao seu bom prazer no mundo "maravilhoso" da Internet, sempre estou vendo reportagem nos telejornais a respeito deste tema, e vejo os pais falando: - Há eu costumo conversar com meu filho a respeito dos perigos que ronda a Internet, portanto eu prefiro conversar do que proibir, afinal eu tenho que confiar, tenho que dar um voto de confiança ao meu filho. Este tipo de argumento é típico de pais idiotas, burros e covardes, porque todos nós sabemos que uma criança desta idade pode ter tudo menos discernimento moral para decidir, e mesmo que tivesse a Internet é um instrumento tão poderoso que exerce tanto poder tanto fascínio na mente humana que é simplesmente impossível não ser atraído pelo seu conteúdo, que pode ir de algo extremamente importante e inteligente para a formação de qualquer pessoa, como pode ser pernicioso no seu grau mais maligno. O mais perturbador nisto tudo é a constatação que o relacionamento entre pais e filhos está deixando de ser algo fraternal, e de bons exemplos por parte dos pais, para se tornar em um relacionamento baseado na cumplicidade, onde a criança tem um papel digno de adulto. Daí quando o inimaginável acontece os pais falam: - Meu Deus onde foi que errei! Está frase é digna daqueles pais que pode ter todas as razões, menos amor pelo filho, menos motivos para se lastimar, porque quando se é indiferente com o futuro do próprio filho da própria família, tem sim que se arcar com as consequências, por pior que ele seja.