sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O ELEITOR E O VOTO CONSCIENTE

Esta semana li num semanal, a afirmação que existem 3 tipos de votos: o Consciente, o Emocional, e o Fisiológico. Não entendi bem o que quiseram dizer com voto fisiológico, e emocional, mas tudo bem, assim como um blog, cada um diz o que quer. O importante é ressaltar a total inexistência do tal eleitor consciente,algo que se ver muito por parte dos chamados formadores de opinião, que vem a ser a grande imprensa e personalidade (personalidade?), afinal todo voto pode ser consciente e ninguém inicialmente tem moral para desqualificar o voto de um eleitor, mesmo porque como identificar o curriculum de um candidato iniciante na vida pública,e sua verdadeira sinceridade com seu programa de governo, por exemplo, como encontrar tempo para pesquisar o histórico de todos os candidatos, como pedir um voto consciente, para aqueles que na miséria total, pede comida para um candidato qualquer, como diferenciar a consciência de cada um da razão financeira de cada um.Eu poderia escrever um livro desqualificando este tipo de argumento ou melhor sugestão para que se vote consciente, não que seja irrelevante, é que a questão é muito mais complexa do que se imagina, pois com tamanha desigualdade, e tamanho analfabetismo, fica difícil cobrar uma consciência inexistente dos eleitores. Quando aparece uma personalidade ou uma campanha, desta que estão no ar atualmente, pedindo que se vote consciente, tenho a ligeira impressão, que muitos, não tem sequer consciência do país em que vivem, é o tipo de alienação, que prejudica um entendimento melhor no que diz respeito a nossos maiores problemas. No Brasil de hoje a grande questão não estar no voto em si, mas sim no ELEITOR. Existem vários tipos deles: O eleitor sem escrúpulo, o sem moral, o analfabeto, o miserável, o sem vergonha, o sem caráter, o formador de opinião, o intelectual, o fanático, o religioso, o medroso, e por aí a fora, a única dúvida é se existem mesmo o eleitor consciente, e se existem onde eles se encontra, porque em um país que reelege um presidente com tantos indícios de corrupção e demagogismo é no mínimo estranho a existência do eleitos consciente, o que falar então do altíssimo índice de popularidade e aprovação deste mesmo presidente. Portanto meus amigos o problema não estar no voto consciente e sim em encontrar o eleitor consciente.