terça-feira, 2 de setembro de 2008

FANATISMO - Parte I

Quem é mais débil, o sujeito que perde seu tempo dialogando com um fanático, ou aquele, que para não ter que dialogar, perde seu tempo ouvindo. O fanático é o pior dos viciados, porque sua obsessão por uma ideia, uma causa, é a primeira vista contagiante para quem ouve, a paixão demonstrada, através de sua inteira convicção do que fala é tão hipnotizante que milhões de pessoas se deixam influenciar diariamente pela oratória de um fanático. Não existe o pior fanático, pode ser o religioso, o politico, ou aquele pacato cidadão. Existem em principio dois tipos de fanático, o Profissional e o Apaixonado. O profissional usa sua retórica em torno das pessoas humildes e de boa fé, esta sua inabalável convicção em torno do que fala, tem o poder incontestável em fazer a cabeça destas pessoas, os políticos e alguns tipos de pastores são os que mais se beneficiam deste tipo de fanático profissional, isto porque a principal intenção destes fanáticos profissionais é ludibriar estas pessoas em torno de sua oratória, e com isto arranca qualquer coisa de valor destas pessoas. Estes são exemplos também de como o ser humano é manipulável e as vezes adestrado, como se fosse um cachorro.

O fanático apaixonado é um dos piores, a sua cegueira , sua arrogância é assustadora, para ele a sua verdade é única e dissuadi-lo disto é perigoso os mesmo impossível. Este tipo de comportamento é extramente nocivo a sociedade, a sua compreensão foge a razão. Compreender a mente deste fanático é tão complexo como tentar compreender o universo. Não é difícil acharmos um exemplo deste caso, pois ele se encontra a menos de um metro de distância de qualquer ser humano, basta que olhemos atentamente para trás, e logo enxergaremos o nazismo, que de tão próximo , causa calafrios.