quarta-feira, 13 de agosto de 2008

OS ALICERCE DA DEMOCRACIA

Pode-se entender que democracia é a forma de governo em que a soberania deriva do povo e é exercida por ele, através de representantes eleitos pelo voto popular ou seria para outros a doutrina ou regime politico baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição equitativa do poder, pode-se entender também que todas definições fica perfeita no papel, no dicionário. No entanto em países de democracia em formação, como os da América do Sul, por exemplo, espera-se uma definição mais ampla, mais complexa, baseado nas reais características de cada nação. Uma coisa é termos uma nação onde 95% de seus eleitores sabe ler e interpretar um texto literalmente falando, outra totalmente diferente é termos uma nação onde apenas 35% de seus eleitores sabem ler e interpretar um texto, não se trata de preconceito nem de demagogia e sim do real: o baixo aproveitamento de nossos vereadores, o avanço desordenado da demagogia em nossas prefeituras, o alto grau de corrupção envolvendo nossas câmaras estaduais e federal, tudo isto é ocasionado por vários fatores, é verdade, porém o único fator que merece ser mencionado e a enorme capacidade que nós eleitores temos de eleger políticos sem nenhuma capacidade administrativa, no que diz respeito a cargo público. O brasileiro na ânsia de ser dar bem em tudo termina por votar naqueles que prometem melhorar a sua vida em particular, o certo no entanto seria votar naqueles que prometem melhorar a vida da cidade, do país como um todo, e por consequência melhorar a vida de todos em particular. Quando um povo pensa somente em si, com indiferença ao todo, cria-se uma democracia com falhas, uma democracia frágil. Alguns cientistas políticos afirmam que o Brasil vive um momento espetacular, que pelo primeira vez temos uma democracia consolidada, talvez por preguiça, comodismo, talvez pelo conforto, aliás falso conforto, ou provavelmente pela recente ditadura que passamos, eu só sei que nossos cientistas políticos são tão conformado como se fossem cego diante das evidências, é a tal da cegueira coletiva pelo qual eu menciono tanto. O excesso de corrupção, o excesso de analfabetismo, o excesso de criminalidade com o domínio cada vez mais forte do crime organizado, o excesso de injustiça, o excesso de desmando na coisa pública, o excesso de desigualdade , o excesso de gente incompetente na vida pública, tudo faz com que a nossa democracia seja na verdade algo tão frágil como as nossas instituições, não será exagero afirmar que todo este nosso excesso serve também para nos tornarmos os grandes fantoches da humanidade. Perde-se um abusurdo de tempo analisando e criticando a Venezuela, uma China da vida, no entanto as nossas mazelas e meramente mazelas. Espera-se portanto diante de tantas evidencia, uma participação mais efetiva, mais participativa naquelas instituições considerada modelo, na nossa frágil democracia, que são a Igreja, a Imprensa, um ou outro grande Empresário, a participação da A.M.B., da O.A.B., todas eles quando trabalham em conjunto, em armonia de pensamento e boa vontade, pode e deve se tornar os grandes Alicerce da democracia. A representatividade destas instituições é fundamental para a procura de uma democracia de acordo com as reais necessidades de nossos anseios, de uma sociedade tão carente de bons exemplos. E fugir desta responsabilidade é também se ACOVARDAR perante a todos os nossos excessos de desorganização, de podridão.