FOTO DE JANEIRO DE 2015: Manifestante em Paris com a edição de hoje do "Charlie Hebdo"DOMINIQUE FAGET/AFP - EDITORIAL DO JORNAL PUBLICO.PT - Combater o ódio, defender a liberdade
DIRECÇÃO EDITORIAL 07/01/2015 - 17:40

É preciso não ceder à repugnante chantagem do terror. E transformar o seu ódio na sua derrota.
Pronunciar o nome Charlie Hebdo era, até aqui, razão para sorrir. Pela inteligência e pela coragem das suas sátiras, pela irreverência das suas críticas, pela iconoclastia da sua política editorial que, não poupando ninguém, ajudava os seus leitores a entenderem melhor as falhas do mundo, incentivando-os a corrigi-las. A partir de 7 de Janeiro, falar em Charlie Hebdo é, para além disso, falar também em vingança, assassínio cobarde, crime premeditado não só contra pessoas, mas também contra o espírito de liberdade que elas personificavam e, apesar de muitas terem sido assassinadas, ainda personificam. O luto que agora se abateu sobre o Charlie Hedbo é um luto generalizado que envolve não só os jornalistas, mas também todos aqueles que prezam a liberdade de expressão acima de todas as ameaças e crimes dos que procuram silenciá-la, seja em que nome for.

“Acto de barbárie excepcional”, como lhe chamou François Hollande, ou “ataque à democracia”, como foi classificado pelo Parlamento português, o mortífero atentado na sede do Charlie Hebdo choca ainda mais por ter ocorrido em pleno coração de Paris, com homens vestidos de negro a disparar Kalashnikov, como num vulgar filme de acção. Christophe Deloire, presidente dos Repórteres Sem Fronteiras, exprimiu da melhor forma esse espanto e choque: “É o tipo de coisas que se vêem no Paquistão ou na Somália, mas em França... É um ataque contra a liberdade de expressão, contra as nossas liberdades.” É verdade, as “nossas liberdades”. No mesmo dia, no Iémen, um atentado com um carro-bomba matou mais de 30 pessoas, ferindo meia centena. Um atentado com marca da Al-Qaeda. O mesmo terror, mas longínquo, com vítimas que não conhecemos e pelas quais o mundo proferirá apenas um ligeiro lamento. Mas o atentado de Paris obriga-nos a parar mais uma vez, como parámos no 11 de Setembro, ou nos atentados terroristas de Madrid ou Londres, porque as vítimas nos são próximas, e sobretudo porque nelas vemos símbolos do que está aqui em causa: a liberdade. Não a “nossa”, mas a dos muitos milhões que a prezam, sem olhar a credos ou fronteiras.

Para os manifestantes xenófobos de Dresden, o miserável atentado de Paris há-de ser visto como um incentivo. Tal como será visto como uma debilidade para os que se lhes opõem. Mas, tal como sucedeu após o 11 de Setembro, é importante não desviar o foco do essencial. E o essencial é a defesa incondicional da liberdade contra o terror, o medo e a violência de toda a espécie de tiranos, islâmicos ou não. Para isso, é fundamental que a condenação de crimes como este seja generalizada e veemente entre todas as comunidades, incluindo as muçulmanas. É preciso mais do que palavras para que a intrusão dos inimigos da liberdade no quotidiano das sociedades actuais, seja em Paris ou no Iémen, esteja definitivamente condenada ao fracasso. É preciso compromissos que não lhes deixem margem para se imporem ao mundo, amordaçando-o. É preciso não ceder à repugnante chantagem do terror. E transformar o seu ódio na sua derrota. FONTE: http://www.publico.pt/mundo/noticia/combater-o-odio-defender-a-liberdade-1681489

terça-feira, 12 de agosto de 2008

COMO SE TORNAR UM BOM PREFEITO EM 10 MANDAMENTOS (ou COMO SE TORNAR UM PREFEITO ODIADO EM 5 MANDAMENTOS)

 
1 - Dar prioridade para a Educação - Valorizar a figura do professor é sobretudo valorizando seu salário. O professor precisa se sentir reconhecido pela administração pública, não se pode cobrar de uma classe trabalhadora sendo que seu salário mal dar para as necessidades básicas do dia-a-dia. Aliás estar na hora de olharmos a Educação como ela realmente merece, chega de hipocrisia: saneamento básico, menor abandonado,iluminação pública, segurança pública,tudo isto terá que ser deixado em segundo plano por um simples motivo priorizando a EDUCAÇÃO, todos estes problemas estará sendo combatidos direta e indiretamente um pouquinho de bom senso não fará mal a ninguém. O descaso sim, este fará mal muito mal;



2 - Governar é sobretudo praticar a ardorosa arte de dizer NÃO, na obra "O Príncipe" de Maquiavel ele diz: "E mesmo não lhe importe incorrer na pecha de ter certos defeitos, sem os quais dificilmente salvaria o governo, porque, se se considerar bem tudo, achar-se-ão coisas que parecem virtudes e, se praticadas, provocar-lhe-iam a ruína e outras que parecerão vícios e que, seguidas, trazem bem-estar e tranquilidade ao governante." Em outra ocasião ele comenta:"...é mais prudente ter fama de miserável, o que acarreta má fama sem ódio, do que, para obter fama de liberal, ser levado a incorrer também na de rapace, o que constitui infâmia odiosa." Dizer não para quem pede dentadura, dizer não para quem pede saco de cimento, tijolo, dizer não enfim para a demagogia;


3 - Todo prefeito tem que ter uma excelente secretaria de Ação Social(ou equivalente)transparente e sempre atenta as reais necessidades de quem dela precisa. Quando se tem boa vontade, por menor que seja o orçamento municipal, sempre se acha uma solução para quem tem o desespero como seu último refúgio;


4 - Excluir o nepotismo que vem a ser o favoritismo ou proteção a parentes ou amigos próximos, o tal do compadrio, o afilhadismo;


5 - Excluir qualquer ato ou atitude que lembre alguma coisa como perseguição politica. O prefeito que persegue, maltrata e até mesmo demite, aquele servidor humilde, honesto, simplesmente porque este tem opinião, pensamento diferente da sua. A liberdade de expressão há de ser respeitada dentro daquilo que chamo de respeito mutuo;


6 - O bom prefeito é aquele que é administrador, empreendedor e buscar soluções para o desemprego é uma meta não a ser buscada, mais sim alcançada. Busca permanente por parcerias empresariais e todos aqueles que podem e tem capacidade financeiras de investir no município. É infinitamente mais nobre dar emprego para o povo do que dar cesta básica, dinheiro ou qualquer outra coisa que lembre bolsa-família;


7 - Saber escolher um secretariado a altura de uma boa administração é importante para não haver decepções. Em alguns casos é preferível acumular alguma secretaria. É melhor ser chamado de centralizador do que de incompetente;


8 - O bom prefeito não é aquele adorado, idolatrado, e sim aquele respeitado. O bom prefeito é aquele que têm consciência de seu poder perante a opinião do povo; o bom prefeito é aquele que se esforça para ser honesto, sem que para isto tenha que ser humilde; o bom prefeito sabe ouvir, observar, para somente daí tomar as decisões importante, há de ser esperto muito mais que inteligente.É aceitável admitir todos os erros de um bom prefeito, mais a burrice vem de burro, jumento esta ninguém aceita. O bom prefeito, principalmente os de cidades pequena, é aquele que anda sempre sem dinheiro no bolso, o bom prefeito é aquele que é bom sem ser idiota, sem ser pateta, o bom prefeito é raro, sua existência incomoda, ou será que ele não existe?

http://www.centrovirtualgoeldi.com/ foto fonte